Treinamento: três mitos que reduzem o crescimento de sua empresa

Empresas são feitas de pessoas.

No entanto, os gestores costumam sub-utilizar o potencial humano. A solução passa por repensar alguns mitos sobre a questão do treinamento. Nesse artigo, examinamos os três mitos que reduzem o crescimento de sua empresa.

Mito #1: basta uma boa conversa

Uma boa conversa é, sem dúvida, melhor do que nada, afinal, você pode contar com a experiência que cada um já possui. Porém, isso não é o suficiente para tornar seu negócio mais competitivo. O ciclo de melhoria exige que você avance a partir das posições que você já conquistou. E elas mudam constantemente, caso tudo ocorra bem, mudam para melhor. Vamos a um exemplo: você refinou a maneira como seus colaboradores atendem o balcão da lanchonete no horário de pico. Suas constatações são ricas em detalhes, tais como a forma de anotar o pedido, a quem passar, como retornar ao cliente, a divisão do trabalho em termos de quem atua na retaguarda, atenção ao cliente em espera, etc.

Todos os seus valorosos esforços para impulsionar suas vendas são postos à prova no breve momento em que alguém da sua equipe se comunica com o cliente. A postura, linguagem corporal ou entonação de voz (tele-atendimento) e a atenção aos detalhes pode fazer toda a diferença.

As chances não são tão boas de que a simples conversa com um colaborador menos experiente carregue todo o aprendizado que você precisa transmitir, acumulado e refinado pela sua equipe ao longo do tempo. É preciso haver um conteúdo formal a partir do qual se faz a conversa, pelo menos um parágrafo (ou dois), onde se coloca tudo aquilo que é consenso sobre a melhor prática para cada assunto.

  • Dica: veja como o “Kanban Based Training” – KBT, pode ajudar sua empresa a realizar treinamentos mais eficazes.

Mito #2: treinamento toma muito tempo

Horas extra – por que o trabalho não pode parar, instalações apropriadas, projetor, telão, instrutores capacitados, avaliações, tempos inativos para deslocamento, ineficiências, tudo isso pode ser desnecessários na maioria dos treinamentos. A solução é transformar aquela boa conversa num evento progressivo de treinamento contínuo. Veja como funciona:

  1. Mantenha um conjunto de cartões com as principais orientações para cada assunto. Você pode numerar ou codificar os cartões, se desejar.
  2. Identifique as oportunidades que aparecem no dia a dia da empresa. Por exemplo, você observou que um colaborador esqueceu um detalhe ao anotar um pedido.
  3. Escolha o momento em que você e a pessoa que deseja treinar possam dispor de poucos minutos para conversar. Isso deve ser logo após o evento, algo como após o horário de pico no mesmo dia ou dia seguinte.
  4. Pegue o cartão e converse com o colaborador. Anote no verso o nome dele e a data da conversa, dando uma nota de 1 a 4.

As avaliações podem ser revistas a qualquer tempo, e refletem o grau de autonomia e engajamento do colaborador em um assunto apenas. Aqui está uma sugestão de pontuação:

  1. Requer treinamento e acompanhamento frequente.
  2. Requer acompanhamento eventual.
  3. Autônomo (treinado).
  4. Pode treinar outros colaboradores.

O KBT não é adequado para todos os tipos de treinamento, mas pode ser aplicado na maioria das situações.

Mito #3: uma vez treinado, treinado para sempre

Treinamento tem data para começar, mas não tem data para acabar. Não deixe de ser repetitivo, não se canse e evite a frase: “já falei um milhão de vezes”. A persistência será recuperada em termos de competitividade. Refaça seus eventos, individualmente ou em grupo, quantas vezes for necessário.

 

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